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A claridade da gente ou Um café com os mortos
ou Um café com os mortos Resenha analítica sobre o livro de Paulo Sousa Num texto publicado no site Sacada Literária (sacadaliteraria.com.br), Antônio Ailton comenta o livro A Claridade da Gente, de Paulo Rodrigues, sob o signo da luz. Ao lado de O espaço da claridade, de Sandro Fortes, o livro é lido como “rejeição de…
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Meus streamings
Como de resto, sou um artefato arqueológico também na música: toco meu instrumento com minhas próprias mãos & canto com minha própria voz as canções que eu escrevo em meu delírio particular. Igual que outros sujeitos que, comme moi, versados na sublime arte do fracasso, também eu sou um artista uberizado. Exponho a minha música…
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Rosas da Perdição: música do álbum Violão de Veludo ganha clipe pela Lei Paulo Gustavo
O projeto foi gerido pela Casa Cultural Babaçu Numa linha cronológica, Rosas da Perdição foi a primeira música do álbum “Violão de Veludo’. Escrita no início de 2020, no estopim da pandemia de covid, é um delírio lírico e místico de amor e tesão. Foi a partir dela que as outras peças do álbum foram…
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Violão de Veludo, pequeno álbum de Isaac
Lançado em 31 de março de 2024, o álbum é o manifesto estético do artista Violão de Veludo é uma coleção de poemas cantantes, cantáveis e, sobretudo, can-tácteis (pois, nesse álbum, o canto se canta também com as pontas dos dedos, nas volúpias dos violões e suas voragens). Pequeno livro sonoro, feito de carne e…
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Um método perigoso: apontamentos sobre teoria psicanalítica no filme de David Cronenberg
rata-se de uma narrativa que entrecruza as biografias das duas personagens acima citadas com a de Sigmund Freud, e que conta de maneira transversal, indireta, sugestiva, a gênese da própria Psicanálise, de algumas de suas vertentes – como as de Spielrein e Otto Gross, que também aparece no filme – e de sua principal dissidência,…
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“A Claridade da Gente” ou um café com os mortos
“Se o inimigo vencer, nem os mortos estarão a salvo, e o inimigo não tem cessado de vencer”. Walter Benjamin (Teses sobre o conceito de história) Num texto publicado no site Sacada Literária (sacadaliteraria.com.br), Antônio Ailton comenta o livro A Claridade da Gente, de Paulo Rodrigues, sob o signo da luz. Ao lado de O…
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A Medusa que matou Perseu e a floresta vingativa: análise de duas fantasias
1 O poeta maranhense Ferreira Gullar afirmou em 2010, em uma entrevista Luciano Trigo, que “a arte existe porque a vida não basta”. Freud, em “O mal estar na civilização”, cita Goethe: “Quem tem ciência e arte, tem também religião; quem essa duas não tem, esse tenha religião!” Nesse texto, em seu debate inicial, em…
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A música na fotografia: memória e sinestesia
Este texto foi publicado originalmente em: ALVARENGA, Antônia Valtéria et al. (Org.). Sinésio Santos: a cidade e os olhos. 01ed.Teresina – PI: EDUFPI, 2018, v. 01, p. 80-82. A música existe porque se submete ao regime do tempo. A duração das notas e pausas torna o amontoado de sons sucessivos e simultâneos inteligível. lhes dá…
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Coxia
abrem-se as cortinas,abrem-se os meus olhos,abrem-se as flores da estação. abre-se o livro na página marcada,abre-se a voz do artista de rua,abre-se a porta, a janela, o sorriso, o coração. abrem-se os caminhos para as possibilidades,as rugas da terra para o tempo germinar,abrem-se as panelas à espera do fogo,da água, da massa, da hora do…
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Cinelândia, o Germinal de Paulo Rodrigues
Nem um poeta da envergadura de Pablo Neruda escapou da acusação de panfletagem socialista por seu grande poema de crítica social, “Canto General”. Quem assim o acusa, naturalmente, não deve entender a poesia intrínseca à utopia. Ainda mais, ignora o fato de que a poesia verdadeira é voz de fantasmas:para usar uma expressão de Walter…
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Uma canção de amor e uma dança da morte
Este texto comenta os filmes Um canção de amor para Bob Long e O sétimo selo. Contém spoilers Uma canção de amor para Bobby Long é um dos meus filmes preferidos, e eu eventualmente escrevo coisas sobre ele desde a primeira vez que o assisti, ainda no ano de 2008. Já escrevi sobre a bela…
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Ensaio sobre a morena
A morena é uma nota sol deslizando meias-noites na temporada das chuvas. A morena é uma adivinhação, uma cantiga de roda e um desenho obsceno. Você não sabe o que é morena até que seu corpo sonhe correntes elétricas, fluxos de luz. A morena é a boca da morena, os olhos da morena, a voz…
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Poema desnecessariamente explicativo
Porque as cores do céu noturno, nos meses de chuva intermitente, me falam da cor dos teus olhos – escuros, mas luminosos. Porque as eras geológicas que pulverizaram rochas e escavaram a casca da terra deram ao solo do sertão o mesmo tom moreno da tua pele. Porque quando as estrelas cantam em coro, uma…
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O mercado do sofrimento psíquico – a crítica de Elisabeth Roudinesco ao DSM
Elisabeth Roudinesco é um dos nomes mais conhecidos na literatura sobre Psicanálise no mundo, e uma grande divulgadora do pensamento psicanalítico. Historiadora e psicanalista, é biógrafa de Freud e de Lacan, tem livros publicados em mais 30 idiomas e é coautora, com Michel Plon, de um famoso e importante Dicionário de Psicanálise. Professora da Universidade…
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Acontecimento, linguagem e narrativas: a perspectiva dos estudos culturais em história – nova publicação
Saiu pela Editora Cancioneiro a coletânea de artigos de história, Acontecimento, linguagem e narrativas: a perspectiva dos estudos culturais em história, organizada pela turma de 2022 do doutorado em História da Universidade Federal do Piauí (minha turma). Minha contribuição é um texto, em coautoria com o historiador Edwar Castelo Branco, sobre o poema O futuro…
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Você nos seus cabelos
Você pairava no horizonte dançando por sobre os montes e os vagabundos em degredo. Você nos seus cabelos, o anjo da perdição. Eu te amava como se ama a lua, eu era só um cão de rua, faminto, sujo e desordeiro. Você nos seus cabelos, a asa em chamas do Dragão. Você brilhava – fogo-fátuo…
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Aníbal e a caveira
Aníbal entra em sua sala de estudos, uma biblioteca bem montada, com móveis estio colonial, e se senta em uma poltrona. Senta-se olhando de frente a caveira de Luana, que ele guarda num compartimento da estante, ladeada por livros de Cruz e Sousa e Allan Poe. Aníbal tem esse jeito dramático. Ele segura o controle…
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Sobre bandos e rebanhos
Sou um animal coletivo, um predador de pequeno porte que prefere andar em bando. Mas um bando é uma coisa, um rebanho é outra. Sou um cão que gosta da matilha, um lobo meio-cego que sente orgulho da alcateia – não tenho vocação para ser ovelha. Descobri isso da maneira mais honesta e natural: sendo…
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Oficina do Diabo
Sou tentado a acreditar que o artista é o seu atelier. Não me refiro a uma sala, um prédio, um depósito ou um galpão necessariamente — não o ateliê como endereço. Mas para que alguém que poderia, com alguma sorte, ser uma pessoa normal se torne um demônio hiperativo constantemente atarefado na labuta de inventar, é necessário que…
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Linguagem como falsificação do mundo
“É impossível libertar-se de um mundo sem se libertar da linguagem que o oculta e o garante (…). Como o poder é a mentira permanente, a ‘verdade social’, a linguagem é sua garantia permanente, e o dicionário sua referência universal.” A citação é de Mustapha Khayati, no artigo “As palavras cativas (prefácio a um dicionário…
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Möbius
Há duas coisas que importam na vida: poema e sexo – e é fundamental que as duas estejam juntas. Poema alijado de sexo equivale a neurose. Sexo alijado de poema, psicose. O encontro de ambos nessa fenda que rasga o tempo a qual chamamos corpo – isso é o mais próximo que um ser humano…