O corpo é a única máquina capaz de fazer arte.
Isaac é o meu nome. Poematron é a minha resposta a um mundo em que o humano entrou em obsolescência.

Sou um artesão contrabandista de poemas, canções & fanzines de Caxias, Maranhão, Brasil.
Música impura e visceral, o rock é o meu amplificador. Como já disseram certos trovadores elétricos: com a guitarra a tiracolo, sou problema.
Forma de expressão minoritária, o fanzine é minha artimanha de intervenção urbana às margens do sistema.
O erotismo da poesia é o erotismo do conhecimento: só o corpo, repleto de desejo, é capaz de um ou outro — por isso, é preciso fabricar linguagem com as mãos.

Os 3 Pilares da Guerrilha Poematron
1. Rock: poesia elétrica e urbana
Não há um nome para esta música que faço. Mas pego emprestado da palavra rock sua insubordinação e heresia. O rock não é; ele burla as definições e se transforma. O rock só pode ser aquilo que ainda não se disse dele. Diretriz tática: fazer rock para entrar numa prateleira; depois, quebrar a estante.

2. Fanzines: armamento leve e ágil na trincheira cultural
Fazer fanzine é fazer guerrilha. Num mundo controlado por grandes corporações de mídia e por gigantes tecnológicas, fabricar uma mídia analógica, minoritária e artesanal é quebrar com uma lógica de dominação — é andar fora da lei.
Especialmente depois do advento das I.A. generativas que alienam o ser humano do trabalho criativo dando a ele, como compensação, a vaga e ilusória sensação de controle do prompt — fabricar com as próprias mãos, vivenciando todas as etapas e operações tem o efeito de levantar uma bandeira ética.
Mas, essa guerrilha não é para destruir inimigos. É para construir alianças. Criar vínculos. Erguer aldeias. Formar um território comum.
3. Poematribo: comunidade & aliança
Somos poucos, cada vez menos
Somos loucos, cada vez mais
(Celso Borges)
Poematron é amor, amizade & aliança. A poesia e a música são como o fogo em torno do qual a tribo se reúne para compartilhar risos, lágrimas e histórias, para dançar, cantar junto e vislumbrar sonhos. Cada corpo é um poematron — quando eles se conectam, forma-se a Poematribo.
Pequena História De Um Corpo: Biografia
Isaac Gonçalves Souza nasceu em 1984, em Goiânia – GO. Filho de mãe maranhense, cresceu em Codó e aos 20 anos de idade radicou-se em Caxias — uma existência entre os trilhos do velho trem de carga da RFSA e a margem triste do Rio Itapecuru.
Guitarrista e compositor, fez sua primeira gravação autoral ainda aos 16 anos. Depois disso, formou algumas bandas, das quais a mais importante é a Banda Casino Quebec.

Sua música é como um pacto na encruzilhada. Encontra-se onde se cruzam as sonoridades do blues e do rock anglófonos dos anos 1960 a 1980 com a musicalidade e o repertório da MPB (sobretudo em sua expressão nordestina) e do Rock Nacional.
Inquieto, é editor da Revista Cultural Gato Preto, idealizou o coletivo Academia Fantaxma, é membro da Academia Caxiense de Letras e conduz uma carreira sob nome próprio já com EP e singles lançados.
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