Tag: Poema

  • Um canto sem refrão eu sempre te procuro até o alcance do meu somsurda, a multidão pisando placas de concretonão escuta a música dentro da música e o verso dentro do versonem o silêncio dentro das frestas da minha voz– nesse…

  • o pigmento da terra na tua pele fêmea relevos de serra portas de vulcão tudo germina nos teus poros bosques e cílios de poesia e perversão hoje, o sol me acordou com seus sussurros (animal de patas fendidas que escala…

  • um poema sobre o teu abrir abrem-se as cortinas,abrem-se os meus olhos,abrem-se as flores da estação. abre-se o livro na página marcada,abre-se a voz do artista de rua,abre-se a porta, a janela, o sorriso, o coração. abrem-se os caminhos para as possibilidades,as…

  • “Se o inimigo vencer, nem os mortos estarão a salvo, e o inimigo não tem cessado de vencer”.  Walter Benjamin (Teses sobre o conceito de história) Num texto publicado no site Sacada Literária (sacadaliteraria.com.br), Antônio Ailton comenta o livro A…

    “A Claridade da Gente” ou um café com os mortos
  • abrem-se as cortinas,abrem-se os meus olhos,abrem-se as flores da estação. abre-se o livro na página marcada,abre-se a voz do artista de rua,abre-se a porta, a janela, o sorriso, o coração. abrem-se os caminhos para as possibilidades,as rugas da terra para…

    Coxia
  • A morena é uma nota sol deslizando meias-noites na temporada das chuvas. A morena é uma adivinhação, uma cantiga de roda  e um desenho obsceno. Você não sabe o que é morena até que seu corpo sonhe correntes elétricas, fluxos…

    Ensaio sobre a morena
  • Porque as cores do céu noturno, nos meses de chuva intermitente, me falam da cor dos teus olhos – escuros, mas luminosos. Porque as eras geológicas  que pulverizaram rochas e escavaram a casca da terra deram ao solo do sertão …

    Poema desnecessariamente explicativo
  • Você pairava no horizonte dançando por sobre os montes e os vagabundos em degredo. Você nos seus cabelos, o anjo da perdição. Eu te amava como se ama a lua, eu era só um cão de rua, faminto, sujo e…

    Você nos seus cabelos
  • Há duas coisas que importam na vida: poema e sexo – e é fundamental que as duas estejam juntas. Poema alijado de sexo equivale a neurose. Sexo alijado de poema, psicose. O encontro de ambos nessa fenda que rasga o…

    Möbius
  • O zine é para povoar as margens e as frestas – é como lodo, é tal qual mofo. Baixe, leia, use.

    Meu Mir-ror
  • À noite, as estrelas me contam histórias de um deus tão distante e manhoso. Gosto de ouví-las, sorrindo, e mando lembranças ao deus; acho-o engraçado. Elas dizem que ele está sentado à borda de algum planeta, e que ele faz…

    Um deus
  • Vivemos numa cidade fantaxma: de casas erguidas sobre tumbas de índios flagelados e deuses esquecidos; sobre os ossos secos dos balaios esfaqueados, cinzas de prostitutas suicidas, lembranças desbotadas de lugares em cima dos quais se construíram lugares, e em cima…

    Fantaxmagoria zero
  • Ninfa do brejo dourado,Boneca de buriti;Amor, utopia, pecado– beleza de um mundo por vir. Dá-nos teu peito e teu canto,Profana donzela. Anjo rebelde vestidoCom as cores do arco do céu,Por sol e poeira polido,Montado em fogoso corcel Dá-nos teu peito…

    Boneca de Buriti
  • Brinca comigo,deixa eu escoar (ecoar!)nos teus delírios. Aqui dentro o mundo chora;dentro em mim um mundo em chamas. Mas em ti eu me equilibroe digo: grita! e digo: canta!fala frases longas e truncadas…porque a alma nasce do some na poesia…

    Slow Jam