
o pigmento da terra
na tua pele fêmea
relevos de serra
portas de vulcão
tudo germina nos teus poros
bosques e cílios de poesia e perversão
hoje, o sol me acordou
com seus sussurros
(animal de patas fendidas
que escala o morro dos teus peitos)
o vento corta a temporada
ecos e ecos dos teus urros
patas cavocando a pele
o corpo, a cama, o rio, o leito
terra-mãe, país-incesto
abro a tua paisagem
gesto de cravar em ti o pau
da minha bandeira
conquistar tuas alturas
descansar na tua buceta
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