Um conto sentimental

“Eu tinha que te dar um presente”, ela disse.
Mas o que era o presente?
O sexo? A visão espetacular do seu corpo moreno e jovem em lingerie de fitas pretas?
Não. O presente era toda a existência dela condensada no sorriso discreto dos seus olhos castanhos que rebatiam para mim o brilho amarelo das luminárias.
O corpo, a alma, o tempo e o sonho. O amor, a paz, a arte e o gozo. Tudo, tudo, tudo e as coisas adjacentes que o tudo é capaz de adivinhar.
Menos o cu.
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