Eu devoro imagens vivas — imagens que se movimentam no olhar, que dançam tango no pensamento, que subvertem as estruturas prediais.
Imagens habitam meus lábios – eu ouço imagens musicais e quando beijo a tua boca, eu sinto gosto de imagens na tua língua. Você vive em mim como imagens não imaginadas – rodopio de poesia nos sentidos.
Você desenha na minha epiderme, risca no músculo do meu coração e traça linhas na minha retina descolada. Faz as minhas mãos brotarem às margens de um rio, e escreve imagens de tempo e de espera.
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